
Foi um espectáculo que cruzou actuações musicais com números de acrobacia e um aparato visual multimédia de uma coisa nunca vista. "Delirium" durou cerca de uma hora e cinquenta minutos. O espectáculo acaba por ser muito mais musical do que julgavamos à partida. É uma espécie de concerto encenado, durante o qual os acrobatas e outros artistas vão apresentando os seus números, ladeados por músicos e bailarinos. Musicalmente, a oferta é bastante abrangente, aglutinando registos pop, funk, afro beat ou, entre outras sonoridades, o tango. A forte presença de elementos percussivos impera em quase todos os números. Um dos grandes trunfos de "Delirium" reside precisamente no aparato multimédia que é permanentemente projectado numa série de telas sobrepostas e atrás das quais decorre toda a acção do espectáculo. Nas telas, de dimensões imensas, são projectadas imagens de labaredas de fogo, profusões multicolores de glóbulos, ondas oceânicas ou constelações. E, claro, o Sol.
De referir ainda que a companhia regressará a Lisboa para apresentar um outro espectáculo. "Quidam" vai estar em cena a partir de Abril e durante quatro a cinco semanas, numa tenda que será montada no Passeio Marítimo de Algés. Os bilhetes já estão á venda.
Para os que lá estivemos valeu muito a pena. E de certeza que todos nós tivemos sonhos mais bonitos esta noite, eu falo por mim.